A Escola Britânica de Cervejas

O pub é uma verdadeira instituição quase sagrada para os britânicos e seu combustível não poderia ser outro se não um belo pint de cerveja inglesa, ou simplesmente bitter, como eles chamam. Hoje, os pubs são locais populares (mesmo fora da ilha britânica). Em São Paulo, já passam das dezenas de casas com o formato clássico londrino.

Não são apenas os pubs que podem ser creditados aos ingleses. Na verdade, boa parte dos estilos conhecidos hoje em dia vieram da Grã-Bretanha. As Porters, Stouts, Pale Ales, Brown Ales e as popularíssimas India Pale Ales (IPAs) foram criadas pelos britânicos e popularizadas ao longo do tempo.

Na Inglaterra, a cerveja surgiu como opção de bebida de fácil acesso e baixo custo (a região era rica em produção de cereais, assim como a Alemanha) para atender à população, desde a classe operária até os membros do Parlamento. Nos primórdios, quando as cervejas eram produzidas em casa, as responsáveis em fabricar as bebidas eram as alewives, esposas cervejeiras na língua inglesa. Com o passar do tempo, as casas onde eram produzidas as cervejas viraram pontos de encontro e confraternização, recebendo, então, o nome de Public Houses, os famosos pubs.

Os estilos de cervejas desta escola foram se transformando conforme o contexto histórico camra_2vivido pelos países integrantes. Das primeiras Ales, bastante maltadas e pouco amargas, sobreviveram os estilos Barley Wine e Strong Scotch Ale e, com a introdução do lúpulo às cervejas, surgiram as Bitters. Em outro período, durante a Revolução Industrial, surgiram as Porters, produzidas para os trabalhadores dos portos. Na época de conquistas territoriais, eram necessárias cervejas que resistissem a longas viagens, nascendo, assim, os tipos India Pale Ale (IPA) e Stouts, cervejas muito lupuladas.

Outro ponto muito importante para a história da escola britânica é o CAMRA. O CAMRA (Campaign for Real Ale) nasceu após a invasão, nos anos 60 e 70, das cervejas lagers comerciais, criadas na República Tcheca e produzidas em larga escala na própria Grã-Bretanha, nos bares e pontos de vendas ingleses.
A ideia da campanha era trazer de volta a tradição da cerveja ale inglesa, servida nos pubs on cask, ou seja, em barris de madeira, onde eram maturadas. Trazer de volta a forma de produção e consumo antigo dos pubs ingleses foi o jeito encontrado pelos organizadores do CAMRA de resgatar uma tradição perdida e fazer o consumidor ter um produto de qualidade, fugindo das cervejas feitas pelas  grandes cervejarias e suas campanhas de marketing milionárias. Essa iniciativa rendeu bons frutos e, hoje, as ales inglesas são consumidas e adoradas em boa parte do mundo.

O CAMRA também é apontado como grande responsável por outra revolução: o renascimento da cerveja artesanal nos Estados Unidos e a criação da Nova Escola Americana.

As fases que se passaram pela Escola Inglesa refletiram muito nos estilos que foram surgindo ao longo do tempo. No entanto, duas características são marcantes nessa escola: são cervejas com boa carbonatação e todas pertencem à família Ale, produzidas em alta fermentação.

 

 

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