Degustação de cervejas: por onde começar?

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Se você gosta de cerveja e agora quer aprender a arte da degustação, existem alguns elementos que você deve levar em conta para aproveitar da melhor forma possível essa experiência.

A temperatura, por exemplo, é um fator importante na hora de saborear a gelada, que, veja só, nem sempre precisa ser tão gelada assim. Isto porque cada cerveja tem uma temperatura ideal de consumo para que suas características sejam melhor apreciadas. Temperaturas baixas (0ºC a 7ºC) permitem que cervejas fracas como a Pale Lager, as cervejas de trigo claras e as lambics de frutas sejam melhor apreciadas com o objetivo de refrescar. Já temperaturas mais altas (8ºC a 15ºC) valorizam cervejas com aromas e sabores mais complexos, como uma Lager escura e as cervejas da família Ale.

O copo em que é servida também é importante na percepção da cerveja, podendo influenciar no aroma liberado e na formação de espuma. Cada estilo de cerveja possui um copo específico que valoriza as características da cerveja, tanto visualmente quanto na percepção dos aromas. É claro que você pode degustar cervejas com outros tipos de copos, mas sugerimos que utilize o copo adequado ao estilo para ter uma experiência de degustação ainda mais completa.

Mas o que você deve perceber ao degustar uma cerveja? Uma vez no copo adequado e na temperatura correta, comece observando a coloração, a turbidez e formação de espuma. Se a pedida for uma Strong Ale, como a Delirium Tremens, a cor apresentada será dourada e a espuma densa. Já se pedir uma cerveja Lager, como a alemã Jever Pilsener, a coloração será amarelada e a espuma muito menos duradoura.

Já o aroma você pode perceber ao abrir a garrafa ou mesmo girando levemente o copo. Comece com uma inalação curta e em seguida parta para uma inalação mais longa, tentando perceber a presença do aroma de frutas, flores, especiarias e condimentos. O nariz distingue aproximadamente 10 mil aromas, sendo que 80% da percepção de sabor vem do olfato. Pode ser que pela lembrança olfativa você eleja a sua preferida!

E a melhor parte, claro, é o primeiro gole. E nele você deve observar o sabor como um todo. Deixe a cerveja tomar sua boca, tocando todas as partes da sua língua. O que você percebe? Os sabores são dos mais variados: amargo, doce, ácido, frutado, salgado, alcoólico, etc. E nos goles seguintes, existe algum sabor predominante? O retrogosto é agradável? Que sensação a cerveja deixa na boca?

Um ótimo estilo para dar os seus primeiros passos na degustação é o das Witbiers, à base de trigo. A dinamarquesa Mikkeler Not Just Another Wit, por exemplo, é condimentada com raspas de laranja e sementes de coentro, o que lhe confere um sabor cítrico e refrescante, que você pode intensificar acrescentando uma fatia de laranja ao copo.

Além disso tudo, as cervejas também podem ser desfrutadas com um gostoso acompanhamento, o que pode fazer uma grande diferença na sua experiência de degustação e trazer novos sabores e sensações para o seu paladar. A harmonização de cervejas é feita de três modos: pelo corte (quando os elementos presentes na cerveja “quebram” algum sabor do prato, limpando o paladar para a próxima garfada), o contraste (quando as características do prato e da cerveja se opõem e, portanto, se complementam) e a semelhança (quando os elementos sensoriais do prato e da cerveja são similares).

É importante lembrar que a harmonização não é uma ciência exata e que você pode – e deve – testar novas combinações. Opção é o que não falta.

 

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